Ciclo 14 - 1 OR

Escrito por fritz em 23 Jun 2008 | .

“1 OR” é o ciclo de aniversário do Cineclube Beloca: em julho completamos 1 ano de atividade, com 14 ciclos de temas variados e uma frequência de aproximadamente 2 mil pessoas. Não é muita gente mas é certo que o Beloca vem formando um público que gosta de cinema e se desenvolve com essa arte, gente de todas as idades que busca conteúdo e que procura se aprofundar numa experiência cultural de grandes emoções.

1 OR celebra o espirituoso, o senso de humor, a irreverência e o non sense. São 5 filmes de várias nacionalidades e épocas que percorrem um pequeno trecho da história mais recente do humor no cinema. Com eles, esperamos proporcionar alegria, diversão e reflexão.

Aguardamos seus comentários.

01/07/08

20h - Sala Dilo Gianelli - Theatro Municipal

Nós Que Nos Amávamos Tanto

Ettore Scola

Itália/1974/124 min

Com uma linda homenagem a Frederico Fellini, o filme mostra 30 anos na história da Itália (1945-1975) e o reencontro de três grandes amigos, que não se viam desde o fim da Guerra.
É considerado uma das obras máximas de Ettore Scola. No filme, Marcello Mastroianni, o próprio homenageado Fellini e Vittorio de Sica fazem participações especiais como eles mesmos nesta obra-prima do cinema italiano.


08/07/08

20h - Sala Dilo Gianelli - Theatro Municipal

A Marvada Carne
André Klotzel

Brasil/1985/ 77 min

Nhô Quim perambula com seu cachorro pelo interior paulista, sonhando com duas coisas: encontrar uma noiva e comer carne de vaca. Ele conhece a jovem Carula numa aldeia que reza todos os dias para Santo Antônio, pedidindo que lhe arranje um marido. Para fisgar Quim, ela o engana dizendo que seu pai, Nhô Totó, possui um boi que será carneado no dia do casamento. Entretanto, antes de casar, Quim deve cumprir uma série de provas.

15/07/08

20h - Sala Dilo Gianelli - Theatro Municipal

FILME SURPRESA


22/07/08

20h - Sala Dilo Gianelli - Theatro Municipal

A Pantera Cor de Rosa

Blake Edwards

EUA/ING/FRAN/1988/115 min

Talvez a mais famosa realização tanto do diretor Blake Edwards quanto do ator Peter Sellers, A Pantera Cor-de-rosa (assim como suas continuações) faz parte de um seleto grupo de comédias capazes de aliar com classe a estética pastelão com uma refrescante sutileza. O filme foi projetado como veículo para uma série que deveria focar o personagem de David Niven. Porém, contrariando as expectativas de todos, quem surpreendeu foi Sellers, que cativou as audiências de todo o mundo com a sua performance. Além disso, o filme renderia uma das melhores séries animadas da história, estrelada pela famosa pantera que aqui fazia também sua estréia, cheia de graça enquanto os créditos de abertura são apresentados.


29/07/08

20h - Sala Dilo Gianelli - Theatro Municipal

Muito Além do Jardim

Hal Ashbay

AL/ING/EUA/1979/130 min

Chance (Peter Sellers) é um simplório jardineiro que nunca antes havia deixado a residência de seu patrão, até o dia em que este morre. Tudo o que ele conhecia sobre o mundo foi deturpado pela imagem da televisão. Agora que deve enfrentar pessoalmente o fato de ter que se virar sozinho, um homem de negócios muito influente acaba achando que ele é um gênio.

Ninguém comentou até agora

Ciclo 13 - Semana da Língua Portuguesa

Escrito por dupiraja em 29 Mai 2008 | programação

O Cineclube Beloca, o Departamento de Cultura e Turismo da PMSJBV e o Projeto Andorinha, apresentam o Ciclo 13, Semana da Língua Portuguesa, em comemoração ao dia 10 de junho, Dia da Língua Portuguesa:

03/06/08

20h - Sala Dilo Gianelli - Theatro Municipal

Macunaíma

Joaquim Pedro de Andrade

Brasil/1969/108 min

Macunaíma é um herói preguiçoso, safado e sem nenhum caráter. Ele nasceu na selva e de negro (Grande Otelo) virou branco (Paulo José). Depois de adulto, deixa o sertão em companhia dos irmãos. Macunaíma vive várias aventuras na cidade, conhecendo e amando guerrilheiras e prostitutas, enfrentando vilões milionários, policiais, personagens de todos os tipos. Depois dessa longa e tumultuada aventura urbana, ele volta à selva, onde desaparecerá como viveu - antropofagicamente. Um compêndio de mitos, lendas e da alma do brasileiro, a partir do clássico romance de Mário de Andrade.

10/06/08

20h - Sala Dilo Gianelli - Theatro Municipal

Um Filme Falado

Manoel de Oliveira

Portugal/2003/96 min

O filme é uma parceria entre a França, Portugal e a Itália. Um filme falado conta a história de Rosa Maria, uma jovem professora de História que parte com a sua filha Maria Joana num cruzeiro que atravessa o Mediterrâneo e se dirige a Bombaim, na Índia. Através das diversas cidades onde o cruzeiro pára, Rosa Maria vai pela primeira vez conhecer lugares de que falava nas suas aulas, mas que nunca antes visitara. Por isso, a viagem por Ceuta, Marselha, as ruínas de Pompéia, Atenas, as pirâmides do Egito e Istambul, é também uma viagem pela civilização mediterrânea, e uma evocação de tudo o que de decisivo marcou a nossa cultura ocidental.

17/06/08

20h - Sala Dilo Gianelli - Theatro Municipal

Silvestre

João Cesar Monteiro

Portugal/1982/120 min

O quarto filme de João César Monteiro é a transposição para cinema de um conto popular português. Os planos do filme altamente estilizados inserem os personagens em representações igualmente soberbas. A ação se passa no séc. XV e conta a história de um homem que arranja um casamento para a filha e que depois parte de viagem e coisas estranhas começam a acontecer. A jovem estreante Maria de Medeiros tem aqui um dos papéis principais.

Ninguém comentou até agora

Ciclo 12 - Homossexualidade

Escrito por alice em 08 Mai 2008 | programação

Cineclube Beloca e as Oficinas Culturais Guiomar Novaes apresentam o

Ciclo 12 - Homossexualidade - “Pessoal e Intransferível”
Os 3 filmes são de diferentes épocas e culturas:


13/05/08
19h30 - Sala Dilo Gianelli - Theatro Municipal
Je t’aime… moi non plus (Paixão Selvagem)
Serge Gainsburg
França/1973/90 min

Johnny é uma garçonete que trabalha em uma lanchonete de beira de estrada, onde vive solitária e carente. Ela começa a se interessar pelo caminhoneiro Krassky, apesar dos alertas de seu chefe, Boris, em relação à homossexualidade do rapaz.


20/05/08
19h30 - Sala Dilo Gianelli - Theatro Municipal
Furyo - Em nome da honra
Nagisa Oshima
Japão/1983/124 min

Baseado no livro de Sir Laurens Van der Post, “Furyo - Em Nome da Honra” relata o tenso conflito entre brutais comandantes japoneses e seus obstinados prisioneiros ingleses. O ano é 1942 e o mundo está em guerra. Feito prisioneiro pelos japoneses em um campo de concentração na ilha de Java, o oficial britânico Jack Celliers (David Bowie) deslancha um conflito quando resolve não acatar as regras ditadas pelo Capitão Yonoi (Ryuichi Sakamoto), um cruel comandante japonês. Mas entre eles está o Coronel John Lawrence (Tom Conti), um homem que tem um grande amor pela cultura e língua japonesa, mas que se torna uma ameaça por ser o único a entender ambos os lados.


27/05/08
19h30 - Sala Dilo Gianelli - Theatro Municipal
Lírios de Aranha (Spider Lilies)
Zero Chou
Taiwan/2007/94 min

O filme roda á volta de Jade e Takekoko. A primeira ganha a vida em frente de uma câmara na internet fazendo poses sensuais; a outra é dona de uma loja de tatuagens. Jade procura uma tatuagem para realçar a sua sensualidade e fica fascinada com uma com o desenho de “lírios de aranha”. Essa tatuagem tem dois significados para Takekoko; estava com a sua namorada, enquanto o pai morria num terramoto; e a sua homosexualidade reprimida.

Ninguém comentou até agora

Oficina Beloca/UNIFEOB
Ciclo 11 - Cinema Japonês - “A Honra e outras Dores”

Escrito por administrador em 25 Abr 2008 | programação

Em comemoração aos 100 anos da imigração japonesa no Brasil:


05/05/08
20 horas - Sala Dilo Gianelli - Theatro Municipal
A Balada de Narayama
Shohei Imamura
Japão/1983/123 min

Fim do século XIX, em meio à pobreza e miséria que causavam guerras e emigração para terras estrangeiras, em algumas regiões do Japão, numa luta dura pela sobrevivência, instituí-se uma tradição amarga: ao completar 70 anos de idade, os moradores dos humildes vilarejos deveriam subir ao topo da montanha local, uma região sagrada e, como elefantes velhos, deveriam esperar pela hora da própria morte, sozinhos



06/05/08
20 horas - Sala Dilo Gianelli - Theatro Municipal
Dolls
Takeshi Kitano
Japão/2002/114 min

Filme dividido em episódios cujo tema é o amor eterno. Num deles, o fã de uma cantora que morre num acidente fura os próprios olhos. Em outro, homem abandona a esposa para se unir à máfia japonesa. Anos depois, arrependido, ele tenta reencontrar seu grande amor.



08/05/08
20 horas - Sala Dilo Gianelli - Theatro Municipal
Vital
Shinya Tsukamoto
Japão/2005/86 min

Um homem sofre amnésia traumática depois de um acidente de automóvel que tirou a vida de sua namorada. Ao retomar seus estudos de Medicina, disseca o corpo tatuado de uma mulher e encontra a memória de seu amor perdido neste cadáver.

Ninguém comentou até agora

Ciclo Sul-Americano

Escrito por administrador em 25 Mar 2008 | programação

No seu décimo ciclo, o Cineclube Beloca traz quatro produções sul-americanas:


O Filho da Noiva
01/04/08
20 horas - Sala Dilo Gianelli - Theatro Municipal
O Filho da Noiva (El Hijo de La Novia)
Juan José Campanella
Argentina/cor/2001/123 min

Rafael Belvedere está infeliz com a vida que leva. Não consegue se interessar por nada nem por ninguém e nunca tem tempo. Seu único lazer está em assistir a antigos episódios de Zorro, sua série favorita. Mas o tempo de garoto, quando vestia a capa e a máscara e fingia ser o herói, já se foi há muito. Na vida real, ele não tem ideais e vive para o restaurante fundado por seu pai. Divorciado, nunca tira folga para ver Vicky, sua filha. Não tem amigos e prefere adiar qualquer compromisso com a namorada. No entanto, o encontro com Juan Carlos, amigo de infância, traz novos projetos, incluindo o de casar seus pais na igreja. Indicado para o Oscar de melhor filme estrangeiro.


Machuca
08/04/08
20 horas - Sala Dilo Gianelli - Theatro Municipal
Machuca
Andrés Wood
Chile/cor/2004/121 min

Chile, 1973. A sociedade chilena vive em permanente enfrentamento social. Um clima difícil em que se movem dois garotos de 11 anos. Gonzalo Infante e Pedro Machuca, ambos pertencem a dois mundos distintos, o primeiro vive em um bairro abastado e o segundo num bairro marginal. Os bairros são separados por um muro que muitos quiseram derrubar.


BA100km
22/04/08
20 horas - Sala Dilo Gianelli - Theatro Municipal
Buenos Aires 100km
Pablo José Meza
Argentina/cor/2004/93 min

Cinco amigos prestes a iniciar a adolescência vivem num povoado no meio do nada. Eles estão juntos todas as tardes, compartilhando suas experiências na calçada de um salão de beleza. Entre eles está Esteban (Juan Ignacio Perez Roca), que deseja ser escritor e vive imaginando histórias. A idéia não é bem aceita por seu pai, que deseja que Esteban desenhe prédios para a região, mas ele não desiste de seu sonho e passa a escrever uma novela chamada
“Buenos Aires 100 km”.


Nove Rainhas
29/04/08
20 horas - Sala Dilo Gianelli - Theatro Municipal
Nove Rainhas (Nueve Reinas)
Fabián Bielinsky
Argentina/cor/2000/114 min

Marcos (Ricardo Darín) e Juan (Gastón Pauls) são dois picaretas que estão prestes a dar o golpe de suas vidas. Os dois se conhecem numa madrugada, após Juan tentar dar um golpe em um balconista, e resolvem se unir para participar de uma negociação milionária, envolvendo uma série de selos falsificados conhecidos como “Nove Rainhas”. Um milionário espanhol está interessado em comprar a série, mas como deixará a cidade ao amanhecer o negócio precisa ser realizado imediatamente. Com isso, o veterano Marcos ensina a Juan os segredos do ofício e a cada passo que dão encontram novos ladrões e farsantes, sendo que não poderão confiar em ninguém, nem mesmo um no outro.

1 comentário até agora

Ciclo Rebeldia

Escrito por fritz em 19 Fev 2008 | programação

Queridos amigos, em março o Cineclube Beloca traz no Ciclo 9, o tema Rebeldia.

A interação com o público presente em cada ciclo do Beloca tem nos indicado um rumo para a próxima programação. Procuramos manter uma “pauta de reflexão” ao invés de simplesmente programarmos bons filmes, aleatoriamente. Essa pode ser a magia do nosso espaço. Assistir criticamente. Comentar. Perceber as cores do vento. Uma cinéfila comparou a relação que tinha com o cinema como alguém que olha para o céu pela primeira vez, sem saber de constelações, galáxias, planetas, satélites, meteoros, buracos negros e big bang. “O contato com o cineclube ampliou o meu entendimento do universo cinematográfico”, diz ela.
O Ciclo 9 pretende homenagear a busca da liberdade através de personagens anárquicos, intuitivos, irreverentes, de sangue quente. Dois clássicos (Antonioni e Coppola) e um lançamento. Uma delícia.


Zabriskie Point
04/03/08
20 horas - Sala Dilo Gianelli - Theatro Municipal
Zabriskie Point
Michelangelo Antonioni
EUA/cor/1970/110 min

Retrato da América nos anos de 1960 visto pela perspectiva de dois jovens: a garota Daria, estudante de antropologia que está ajudando a construir uma cidade no deserto de Los Angeles; e Mark, rapaz que largou os estudos e está sendo procurado pela polícia sob suspeita de ter assassinado um policial durante um tumulto estudantil.


Rumble Fish
11/03/08
20 horas - Sala Dilo Gianelli - Theatro Municipal
O Selvagem da Motocicleta (Rumble Fish)
Francis Ford Coppola
EUA/1983/94 min

Numa pequena cidade industrial do interior dos Estados Unidos, o jovem Rusty James (Matt Dillon) vive à sombra da fama de um irmão ausente (Mickey Rourke), conhecido por todos como “O Motoqueiro”. Praticamente sem família nem amigos, Rusty sequer tem identidade própria, sendo conhecido por todos como “o irmão do Motoqueiro”. Até que uma grande rivalidade contra uma das gangues fará com que Rusty mude todos os rumos de sua vida.

Mais informações:

Cinereporter
Cineplayers
Screamyell


Piaf
25/03/08
20 horas - Sala Dilo Gianelli - Theatro Municipal
Piaf, um Hino ao Amor (La Môme)
Olivier Dahan
França/UK/Tchecoslováquia/cor/2007/140 min

Conta a história real da intérprete de canções como La Vie en Rose e Non, Je Ne Regrette Rien. A idéia do filme nasceu quando o diretor Oliver Dahan viu uma foto da juventude de Edith e percebeu que quase ninguém sabia nada sobre essa época de sua vida. Devido a inúmeros problemas, como o envolvimento com cafetões ou uma suspeita de assassinato, ela raramente falava sobre antes de se tornar a famosa Edith Piaf. O sobrenome artístico ela recebeu por seu tamanho, apenas 1,42 m. Piaf, em francês, é pardal. Vencedor de dois Oscars 2008: Melhor atriz e Maquiagem.

1 comentário até agora

Ciclo VIII - Cinema Italiano

Escrito por administrador em 30 Jan 2008 | programação

O Cineclube Beloca em Fevereiro homenageia o cinema italiano. Serão três exibições, sendo uma surpresa.


Amarcord
12/02/08 (Terça-feira 20h) no Theatro Municipal, Pça. da Catedral s/n
Amarcord
Federico Fellini
Itália / 1973 / cor / 127 min

Através dos olhos do personagem Titta, o diretor Federico Fellini revê a sua vida familiar, a religião, a educação e a política dos anos 30, época do fascismo.
Fala dos sonhos de um outro mundo, sonhos alimentados pelos turistas de um hotel de luxo, por um transatlântico que por ali passa, pelo cinema e pelo início do fascismo.
Entre os personagens estão o pai e a mãe de Titta; um padre que escuta confissões só para dar asas à sua imaginação anti-convencional; Gradisca, a mulher da tabacaria; Volpina, a ninfomaníaca; o tocador de acordeão cego, entre outras personalidades do povoado.
É um filme discreto e sereno, com momentos poéticos, irónicos, plenos de sensibilidade e com uma alegria comedida.

Ganhador do Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 1975


Ladrões de Bicicleta
19/02/08 (Terça-feira 20h) no Theatro Municipal, Pça. da Catedral s/n
Ladrões de Bicicleta (Ladri di biciclette)
Vittorio de Sica
Itália / 1948 / pb / 93 min

O filme que retrata a Itália no pós-guerra e é um dos maiores exemplos que ilustram o neo-realismo italiano. Dirigido por Vittorio de Sica, foi o longa-metragem que ganhou o Óscar de melhor filme estrangeiro, que ainda não era uma categoria própria.
No filme, é apresentada a situação de muitos italianos que, depois da guerra, estavam desempregados. Antonio Ricci (Lamberto Maggiorani) é um deles até o dia em que consegue um emprego como prendedor de cartazes. Entretanto, para conseguir o trabalho, precisava de uma bicicleta, o que o fez penhorar objetos de casa para conseguir uma. A trama se desenrola a partir do fato de que a sua bicicleta é roubada no primeiro dia, e ele, junto com seu filho Bruno (Enzo Staiola) a procura por toda Roma. O drama é capaz de transportar o expectador para a situação vivida por Ricci de maneira tão forte que os sofrimentos são refletidos em quem assiste.
Um dos filmes mais premiados na história, fez parte do Neo-realismo, que mostra os medos e fraquesas que todo homem tem.
As atuações são espetaculares e o curioso é que todo o elenco foi formado por operários italianos.


26/02/08 (Terça-feira 20h) no Theatro Municipal, Pça. da Catedral s/n
Filme surpresa

1 comentário até agora

Ciclo VII - Cinema Brasileiro

Escrito por administrador em 11 Jan 2008 | programação

Atendendo às indicações do público, o cineclube Beloca promove, durante o mês de janeiro, mostra de cinema brasileiro.
São 6 filmes enfocando os diversos momentos da cinematografia brasileira: realismo pré cinema novo, cinema novo, cinema marginal, cinema da retomada e cinema contemporâneo. Filmes raros, de grande brilhantismo criativo.
Uma boa oportunidade para conhecermos, também, um pouco mais da nossa história recente.

assalto ao trem pagador
15/01/08 (Terça-feira 20h)
Assalto ao Trem Pagador (1962/102 MIN)
Roberto Farias
Pré Cinema Novo

deus e o diabo na terra do sol
16/01/08 (Quarta-feira 20h)
Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964/125 MIN)
Glauber Rocha
Cinema Novo

Bandido da Luz Vermelha
23/01/08 (Quarta-feira 20 h)
Bandido da Luz Vermelha (1968/92 MIN)
Rogério Sganzela
Cinema Marginal

Bang Bang
24/01/08 (Quinta-feira 20h)
Bang Bang (1970/93 MIN)
Andrea Tonacci
Cinema Marginal

INVENÇÃO SEM LIMITES

Marcus Mello*

Poucos filmes brasileiros são alvo de um culto tão apaixonado entre os cinéfilos como Bang bang, de Andrea Tonacci. Uma obra concebida sob o signo da irreverência e da liberdade, Bang bang forma, ao lado de O Bandido da luz vermelha (1968), de Rogério Sganzerla, e O pornógrafo (1970), de João Callegaro, a grande tríade metalingüística do cinema paulista produzida na virada dos anos 1960 para os 1970, fortemente inspirada pela obra de Jean-Luc Godard. Era o cinema moderno realizando-se em sua plenitude no Brasil, no auge da ditadura militar.

Nascido na Itália e radicado em São Paulo desde 1953, Andrea Tonacci implode a narrativa clássica em Bang bang, construindo seu filme através de longos planos-seqüência, que encantam pelo insólito das situações, pelo humor e pelo rigor da construção. A trama, ou fiapo de trama, acompanha um homem (Paulo César Pereio) perseguido por três bandidos (um deles travestido) pelas ruas de Belo Horizonte. A influência de Godard manifesta-se de todas as formas em Bang bang, seja pela citação direta ou pela incorporação de elementos estilísticos caros ao diretor franco-suíço, como a preferência pelos travellings ou o uso da metalinguagem. O filme apresenta uma série de seqüências fechadas em si próprias, sem ligação aparente com o que vem a seguir e freqüentemente repetidas com leves alterações, à maneira de variações musicais. O uso recorrente da canção Eu sonhei que tu estavas tão linda, cantada pelos personagens em diferentes momentos da narrativa, acentua esse caráter de composição musical identificado na arquitetura de Bang bang.

Filme de cinema, em que a presença da câmera várias vezes é revelada ao espectador, seja através do reflexo em um espelho ou de um personagem chocando-se contra a lente, Bang bang é um tiro mortal no coração dos acomodados e sem imaginação. Sua invenção não tem limites, provocando momentos da mais alta diversão, dignos de um filme de aventura como Hatari (1959), de Howard Hawks, citado de forma explícita numa das tantas cenas antológicas deste clássico da transgressão.

Já Bla bla bla… é um notável exemplar do cinema político brasileiro. Esse média-metragem realizado por Andrea Tonacci em 1968 contrapõe imagens de arquivo e seqüências encenadas de um grupo de guerrilheiros em ação ao discurso de um político (Paulo Gracindo) diante das câmeras de televisão. A afirmação de Maiakóvski de que não existe arte revolucionária se a forma não for revolucionária aplica-se com perfeição a Bla bla bla…, um pequeno grande filme que, a seu tempo, anunciou os anos de chumbo a serem enfrentados pelo Brasil depois do AI-5, mas consegue ainda hoje permanecer assustadoramente atual.

Marcus Mello: crítico de cinema, é editor da revista Teorema (RS) e colaborador das revistas Aplauso (RS) e Cinética (RJ). Programador da Sala P. F. Gastal, cinema mantido pela Secretaria Municipal da Cultura de Porto Alegre


Terra Estrangeira
29/01/08 (Terça-feira 20h)
Terra Estrangeira (1995/100 MIN)
Walter Salles Junior
Cinema da Retomada

lavoura arcaica
30/01/08 (Quarta-feira 20h)
Lavoura Arcaica (2001/163 MIN)
Luis Fernando de Carvalho
Cinema Contemporâneo

1 comentário até agora

Ciclo Comportamento

Escrito por administrador em 30 Nov 2007 | programação

Em dezembro o Beloca fará suas exibições extraordinariamente no SENAC, pois a sala Dilo Gianelli, no Theatro Municipal estará indisponível por causa das comemorações de final de ano.

Esse ciclo do SENAC que deve contar com um público mais jovem, aborda o tema Comportamento. As exibiçôes acontecerão na sala de projeção do SENAC - Rua São João, 204 às terças feiras 19:30h. Nos dias, 04/12 THX1138, dia 11/12 Houve um vez dois verões e no dia 18/12, The Edukators.


THX1138
THX1138
George Lucas
1970
95 min / USA

Uma trepidante exploração de um assolador futuro, transforma-se numa arrebatadora examinação do nosso presente em THX 1138, a obra-prima de George Lucas. Robert Duvall é THX 1138 um homem controlado, corpo e mente, pelo governo da sua claustrofóbica sociedade. Um homem que vai tentar tudo para escapar de um mundo onde até os pensamentos são fiscalizados, a liberdade é algo desconhecido e o amor é o mais terrível dos crimes.


2veroes
Houve uma Vez Dois Verões
Jorge Furtado
2002
75 min / Brasil

Chico (André Arteche) é um jovem ingênuo que acredita que um dia encontrará o grande amor de sua vida. Roza (Ana Maria Mainieri) é uma jovem que só pensa em conseguir dinheiro suficiente para realizar sua sonhada viagem para a Austrália. Eles se encontram por acaso e, juntos, vivem uma intensa paixão. Porém várias reviravoltas do destino ainda irão influir no relacionamento deles.


Edukators
The Edukators
Hans Weingartner
2004
127 / Alemanha

O longa alemão segue a mesma linha do ótimo Adeus, Lênin!, misturando uma dose de humor com comentários políticos - além disso, os dois são protagonizados por Daniel Brühl. Jan (Stipe Erceg) e Peter (Brün) têm uma utopia: mudar o mundo. Muito próximos dos ideais do final dos anos 60, os dois amigos passam as noites invadindo residências de luxo quando os moradores estão fora- não para roubar, mas para ensinar. O primeiro passo é a anarquia, bagunçando tudo, tirando móveis e roupas do lugar para desorientar os burgueses. Antes de saírem deixam bilhetes avisando que “Os seus dias de vacas gordas estão contados” e “vocês têm dinheiro demais”. Quando Julie (Julia Jentsch), namorada de Jan, muda-se para o apartamento dos rapazes, ela acaba com equilíbrio que havia entre a dupla. Quando Jan viaja para Barcelona, Julie e Peter acabam se envolvendo amorosamente, além dela se tornar sua parceira no crime. Eles tramam uma vingança invadindo a casa do ricaço Hardenberg (Burghart Klaussner, o pai de Adeus, Lênin!), que causou muitos problemas para moça no passado. Mas a invasão não dá certo. Eles são obrigados a seqüestrar o milionário, e surge uma curiosa convivência entre as duas gerações. Para piorar, Jan volta para casa, e Peter e Julie terão que dar um rumo nas suas vidas. Com uma ironia fina e uma ótima trilha sonora, Edukators retoma um sonho perdido há muito tempo, fazendo uma crítica à sociedade contemporânea e ao empobrecimento intelectual da juventude. Algo bem pertinente em nossos tempos.

Ninguém comentou até agora

Ciclo Pensamento Crítico

Escrito por administrador em 27 Out 2007 | programação

O Cineclube Beloca fecha o ano de 2007 com seu quinto ciclo: Pensamento Crítico. Serão três documentários: no dia 6/11 às 20h, Super Size Me - A Dieta do Palhaço; dia 13/11 às 20h, A Raiz de Todo o Mal?. No dia 27/11 às 19:30 Lançamento do curta “Fracasso” e às 21:30 h Surplus.


Super Size Me
Super Size Me - A Dieta do Palhaço
Morgan Spurlock
2004

Quando duas norte-americanas obesas tentaram processar o McDonald´s por causa do aumento de peso, a rede de fast-food rebateu com o argumento de que não era possível provar sua responsabilidade pelas condições delas. Ao ver a história, Morgan Spurlock teve a idéia de fazer Super Size Me, no qual quis verificar o que aconteceria com uma pessoa que passasse um mês comendo nos restaurantes da rede. Para provar as alterações físicas, o diretor fez exames antes, durante e depois do documentário e teve um rígido controle médico no período.

Para sua “McDieta”, Spurlock impôs a si mesmo algumas regras: não poderia ingerir nada que não fosse vendido pelo Mc Donald´s (nem água), teria de experimentar todos os itens do cardápio pelo menos uma vez e sempre que a porção “super” fosse oferecida, ele teria de aceitar. O resultado foi desastroso para sua saúde. Além de engordar 11 quilos, o acompanhamento das taxas nos exames de sangue mostrava elevações que nem os médicos esperavam. Fora isso, o diretor passou a sentir fraqueza, náuseas, desânimo, dores de cabeça, entre outros sintomas. Para desintoxicar seu corpo e voltar ao peso normal, Alex, a namorada de Spurlock, preparou um cardápio balanceado.



Richard Dawkins
A Raiz de Todo o Mal? (The Root of All Evil?)
Russell Barnes
2006

Documentário originalmente produzido para a televisão (Channel 4), escrito e apresentado por Richard Dawkins, um eminente zoólogo, etólogo, evolucionista e popular escritor de divulgação científica britânico, natural do Quênia, além de professor da Universidade de Oxford. Tem como foco demonstrar a prescindibilidade das religiões, evidenciando possíveis vantagens para a humanidade advindas de sua inexistência. Dividido em dois episódios de 45 minutos cada: “Deus, um delírio” e “Um vírus chamado fé”.



Surplus
Surplus: Terrorized Into Being Consumers
Erik Gandini
2003

“Surplus: Terrorized Into Being Consumers” é um documentário sueco, produzido em 2003 que trata da globalização e do consumismo. Com uma montagem e trilha sonora ousadas para um documentário, remete a geração MTV e a estética do videoclipe. Mostra depoimentos de Fidel Castro, Kalle Lasn, e do anarco-primitivista John Zerzan, entre outros. Em Novembro de 2003, conquistou o prêmio máximo dos documentários, o Lobo de Prata no Festival Internacional de Documentários de Amsterdam (IDFA).

Ninguém comentou até agora

Próximo »